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Mediterrânea, cosmopolita e literária, a Alexandria do século 21 é uma cidade moderna que já não tem a importância que desfrutava na antiguidade, mas ainda conserva seu ar boêmio, fonte de inspiração para poetas e escritores durante décadas.
O café Al Togariya – na Corniche, uma estrada que se estende ao longo da baía de Alexandria -, é um dos pontos de encontro para de escritores. As cadeiras alinhadas na calçada, as grandes cristaleiras e o estilo “art decó” do local lembram os cafés parisienses, porém, com as paredes amareladas. O chão sujo e os gatos passando por entre as pernas dos clientes também sugerem que Al Togariya já viveu tempos melhores.
“Alexandria se caracteriza por um aroma especial, misturando a autenticidade do Mediterrâneo com a profundidade histórica e cultural desta cidade”, explicou o poeta alexandrino Gaber Bassiuni, cujos poemas são inspirados na cidade e no mar.
Na moderna Biblioteca de Alexandria, que teve origem no século 3 a.C. durante o período helenístico e foi reinaugurada em 2002, o relações públicas Sherif Riad afirmou que “o Mediterrâneo formou a personalidade alexandrina da antiguidade e dos dias de hoje”.
Segundo Riad, o mar é parte dos alexandrinos, já que a cidade sempre foi um porto. “Ao longo da história, a Alexandria recebeu gregos, romanos, franceses, ingleses, italianos e árabes, se destacando como um lugar aberto para novas culturas, mas sem se esquecer de sua identidade”, afirma Bassiuni.
O poeta Constantinos Cavafis (1863-1933) é o representante mais célebre da comunidade grega em Alexandria. Outro escritor que passou pela cidade foi o britânico Lawrence Durrell (1912-1990), que a descrevia “por suas ruínas e pelo aspecto sujo”.
Junto à praça principal da cidade, o hotel Cecil também é símbolo da Alexandria mais cosmopolita, e foi ali que Durrell ambientou sua obra mais célebre: “O quarteto de Alexandria”.
“As pessoas sempre perguntam pelos escritores que se hospedaram aqui, sobretudo, por Agatha Christie, e pedem para ver os lugares que aparecem nos famosos romances de Durrell”, explicou um dos empregados do hotel, Mohamed Mehawy.
Nos corredores do edifício, que durante a Segunda Guerra Mundial abrigou os escritórios dos serviços secretos britânicos, outro trabalhador, chamado Maharus, empurra seu carrinho de limpeza em direção aos luxuosos quartos do local.
“O Cecil teve épocas melhores e épocas piores, mas sua história sempre atraiu as pessoas”, declarou Maharus, que lembra com orgulho seus 34 anos de serviço no hotel e das visitas de líderes, atores, cantores e até de seu ídolo, o boxeador Muhammad Ali.
Apesar de ceder seu protagonismo cultural e político ao Cairo, capital do Egito, os habitantes de Alexandria seguem lembrando com orgulho do passado da cidade, garantindo que os moradores da cidade são diferentes do resto dos egípcios.
Bassiuni destacou que a cidade “é um lugar único, com vista para três continentes e que durante toda sua história recebeu escritores e intelectuais”.
Artistas de todas as nacionalidades chegam à Alexandria nos dias de hoje para respirar seu ambiente, que Cavafis retratou em alguns de seus versos: “Viajante, se for alexandrino, não há como criticar. Você conhece o ímpeto da nossa vida: que ardência, que voluptuosidade sobrenatural”, escreveu o poeta.
FONTE
DA EFE
FOLHA.COM

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