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Publicado originalmente na AFP.

Câmera especial usada para filmar as ruas exibidas no Google Street View (AFP/Arquivo, Johannes Eisele)

JERUSALÉM — O Ministério da Justiça de Israel finalmente deu sinal verde ao serviço de cartografia virtual, Google Street View, apesar das críticas relacionadas à privacidade e aos riscos de segurança que ele pode trazer ao país.
A Autoridade israelense de Direito, Informação e Tecnologia (ILITA), organismo que regula a proteção de dados, autorizou o Street View a coletar imagens panorâmicas das ruas de Israel, segundo um comunicado publicado nesta segunda-feira.
O ILITA exigiu que os carros do Google, que possuem câmeras especiais para fotografar, sejam claramente identificados e que seus trajetos sejam anunciados com antecedência.
As imagens panorâmicas serão enviadas aos Estados Unidos onde os rostos e as placas serão distorcidos para respeitar a privacidade.
A Google propunha havia meses esse serviço aos israelenses, mas as autoridades temiam que as imagens dos prédios em 3D fossem utilizadas para atentados.
No fim, uma comissão presidida pelo ministro da Informação, Dan Méridor, deu permissão à Google.
Lançado em maio de 2007, o Google Street View fornece imagens panorâmicas em 3D de áreas urbanas e permite que seus usuários façam um passeio virtual, o que gerou uma série de polêmicas em muitos países.
Em Israel, a Associação da Defesa dos Direitos Civis (ACRI) se posicionou contra a permissão dada ao Google, e acredita ser invasão de privacidade a utilização do serviço.
Em maio de 2010, o Google revelou que seus carros percorreram as ruas de mais de 30 metrópoles internacionais para captar fotos e que recolheram, sem autorização, uma grande quantidade de dados pessoais (e-mails e senhas principalmente) transmitidos por redes wi-fi sem segurança.
O gigante da internet pediu desculpas, mas autoridades de dezenas de países abriram inquéritos.

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